DESTAQUES SAÚDE

Vaporização da Próstata

A medicina, especialmente em certas especialidades médicas, tem alcançado a excelência no que se refere a tratamentos cirúrgicos. Na Urologia não é diferente, e como matéria de inovação, ela tem sempre algo de novo para anunciar.

Partindo-se da também moderna cirurgia da próstata por vídeo conhecida como Ressecção Transuretral da Próstata ( R.T.U.), onde através de um sistema de micro-câmeras e uma alça de ressecção por corrente elétrica, conseguimos reduzir o volume prostático, retirando camadas( seccionando por pedaços) e assim alargando a passagem da urina( na uretra) que antes ficara comprimida pela Hipertrofia Benigna da Próstata ( H.B.P.), na vaporização, a diminuição do volume da próstata é conseguida por um sistema que coagula a próstata sem necessitar cortá-la.

A HBP ( Hiperplasia Benigna da Próstata), doença benigna prostática mais comum em homens acima da quinta década de vida, causa sintomas urinários que variam de leves, como uma simples dificuldade de esvaziar a bexiga, a severos, muitos terminando na necessidade de usar uma sonda vesical para conseguir urinar devido à retenção urinária causada pelo crescimento anômalo da glândula.

No caso da RTU da próstata, a próstata é retirada em flocos (pedaços), mas com a evolução da tecnologia, hoje temos a Vaporização da Próstata, que traz benefícios sobre a RTU  pois neste caso, na vaporização, não precisamos retirar “pedaços” do órgão, mas sim “vaporizamos” cauterizamos a próstata por um sistema que permite que ela diminua de tamanho sem que precise ser cortada.

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Com este avanço, conseguimos minimizar os custos sobre a cirurgia, pois ao invés de ficar em média dois a três dias internado, o paciente submetido à vaporização, pode ter alta no dia seguinte, ou seja, necessita de apenas um dia de internação hospitalar.

Da mesma forma ocorre menores riscos de sangramentos; de re-intervenção( de necessitar de nova cirurgia imediata à primeira); menores riscos de infecções hospitalares; de necessitar de transfusão sanguínea; como também menor índice de complicações operatórias inerentes ao processo da RTU, como a intoxicação hídrica por absorção exagerada dos fluidos necessários durante a cirurgia; dos riscos trombo-embolíticos, que são as complicações por coagulação sanguínea em membros inferiores (pernas) que levam a obstrução dos vasos sanguíneos e que podem ocorrer nas cirurgias pélvicas (como nas cirurgias prostáticas) principalmente por tempo elevado de repouso no leito.

Diante destes argumentos, acreditamos que a técnica da vaporização da próstata, evoluiu para beneficiar os pacientes tanto com a diminuição dos custos por menor tempo de internação, como também minimizando as complicações cirúrgicas imediatas e inerentes, como também aquelas determinadas por maior tempo de internação nas cirurgias convencionais da próstata.