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Dia mundial da doença de Parkinson

O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson foi estabelecido pela Organização Mundial de Saúde em 1998, e tem como objetivo esclarecer a doença e as possibilidades de tratamento para que pacientes e familiares tenham mais qualidade de vida.

O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa, que afeta movimentos, causa tremores, lentidão na mobilidade, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Quanto maior a faixa etária, maior a incidência da doença de Parkinson. De acordo com as estatísticas, na grande maioria dos pacientes, ela surge a partir dos 55, 60 anos e sua prevalência aumenta a partir dos 70, 75 anos

Sintomas

Os sintomas da doença de Parkinson variam de um paciente para o outro. Em geral, no início, eles se apresentam de maneira lenta, insidiosa, e o paciente tem dificuldade de precisar a época em que apareceram pela primeira vez. E incluem:

  • Tremores involuntários em situação de repouso
  • Rigidez muscular
  • Lentidão de movimentos
  • Passos mais lentos e arrastados
  • Perda das expressões faciais
  • Depressão
  • Dores musculares constantes

 

Causas

A principal causa da doença de Parkinson é a morte das células do cérebro, em especial, na área conhecida como substância negra, responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos.

Diagnóstico

A detecção precoce faz, como sempre, a diferença. Infelizmente, metade dos episódios só é desvendada em fase avançada e ainda há uma fração considerável que desconhece ser portadora do problema.

Desmascarar o Parkinson não significa apenas estabelecer um tratamento, mas convencer o paciente de que seu problema, compartilhado por outros 4 milhões de pessoas mundo afora, é passível de controle por anos. Com os avanços recentes, tratar a doença é uma tarefa mais bem-sucedida.

Tratamento

O tratamento pode ser medicamentoso, psicoterápico e até cirúrgico em alguns casos. Normalmente é  feito à base de drogas neuroprotetoras que visam a evitar a diminuição progressiva de dopamina, neurotransmissor responsável pela transmissão de sinais na cadeia de circuitos nervosos.

O tratamento psicoterápico ocorre em função da depressão, perda de memória e do aparecimento de demências e pode incluir a prescrição de medicamentos antidepressivos e de outros psicotrópicos.

 

Dr. Moacyr Tavares Neurocirurgião fala um pouco mais sobre a doença: