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Câncer de colo do útero Câncer de colo de útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos.

O câncer de colo de útero é um tipo de tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, região em que ele se conecta com a vagina e que se abre para a saída do bebê ao final da gravidez.

É caracterizado por uma lesão invasiva intrauterina ocasionada pelo HPV, o papilomavirus humano. Este pode-se manifestar através de verrugas na mucosa da vagina, do pênis, do ânus, da laringe e do esôfago. É uma doença demorada, podendo levar de 10 a 20 anos para seu desenvolvimento.

Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasia intraepitelial cervical), que pode ser classificadaem graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.

Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo de útero ainda está entre as enfermidades que mais atingem as mulheres e levam a óbito no Brasil.

Afeta em sua maioria mulheres entre 40 e 60 anos de idade.

Tipos

  • Carcinomas de células escamosas ocorrem na maioria dos casos e normalmente são ocasionados pela presença do vírus HPV
  • Adenocarcinomas são cânceres de colo de útero menos comuns, mas que também podem aparecer.

Em algumas ocasiões, os dois tipos de células cancerígenas podem estar envolvidos em um só caso de câncer de colo de útero.

Fatores de risco

  • Início precoce da vida sexual, que aumenta o risco de ter HPV
  • Grande quantidade de parceiros sexuais também aumenta o risco de contrair HPV
  • Presença de outras DSTs, como gonorreia, sífilis, clamídia ou HIV aumentam o risco.
  • Sistema imunológico mais fraco, principalmente em pessoas que tem alguma condição de saúde que interfere em sua imunidade, faz com que o HPV tenha mais chances de se manifestar.
  • Tabagismo pode aumentar incidência de carcinoma de células escamosas

Além disso, existem fatores de risco que aumentam o risco de cânceres de modo geral, como:

  • Excesso de peso
  • Baixo consumo de frutas e vegetais.
  • Multipolaridade ( varias gestações)

Sintomas de Câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero inicial ou mesmo o pré-câncer não costumam apresentar sintomas e são somente detectados pelos exames de rotina femininos.

Os casos mais avançados de câncer no colo do útero costumam causar:

  • Sangramento Vaginal seja durante a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa;
  •  Corrimento Vaginal anormal e com coloração e odores diferentes do normal;
  • Dor na pelve ou durante a relação sexual.

Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer

  • Massa palpável no colo de útero;
  • Hemorragias;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinos;
  • Dores lombares e abdominais;
  • Perda de apetite e de peso.

Estágios

O câncer de colo de útero é dividido nos seguintes estágios:

  • Estágio 0 ou carcinoma in situ:quando as células cancerígenas ainda estão na superfície do colo do útero
  • Estágio I:quando o câncer invade o colo do útero, mas se mantêm nessa região, sem ir para fora do útero;
  • Estágio II:o câncer já cresceu para fora do útero, mas ainda não se espalhou para as paredes da pelve ou para a vagina;
  • Estágio III:o câncer atingiu a vagina e a parede da pelve e pode estar bloqueando a uretra;
  • Estágio IV:o câncer já se espalhou para outras regiões do organismo como a bexiga, reto, pulmões ou fígado.

Diagnostico

A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citam patológico de Papanicolau realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolau permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o tipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor, se está situado somente no colo uterino ou já invadiu outros órgãos e tecidos (presença de metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, RX de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

Tratamento

Parte das mulheres sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas.

A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia).

A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Prevenção

  • Vacina do HPV
  • Exames ginecológicos de rotina
  • Não fumar
  • Praticar sexo seguro.