DESTAQUES SAÚDE

O Exame PSA substitui o Exame Clínico para o diagnóstico de Câncer de Próstata?

“O Antígeno Prostático Específico( PSA) na determinação do Câncer da Próstata”

Muitos pacientes vão ao consultório para realizar uma avaliação da próstata acreditando que o PSA substitui o exame digital (toque retal).
Como em todas as Especialidades médicas, o exame clínico, ou seja, o exame físico e a anamnese, que é a história clínica das queixas do paciente, ainda são as armas mais importantes para se fazer um bom diagnóstico. Nada substitui o exame do profissional!
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Todos os demais exames,  como os exames de laboratório, exames de imagens (ultrassonografia, radiografias, tomografias etc…)são ditos de “exames complementares” ou seja, que complementam o raciocínio do profissional.
Assim, neste entendimento, temos que o PSA sendo um exame laboratorial complementar, onde se dosa na corrente sanguínea uma glicoproteína, serve para ajudar no raciocínio  do Urologista, mas não serve para afastar ou confirmar um diagnóstico de câncer de próstata!
Bem verdade que o PSA é produzido quase que exclusivamente pelas células prostáticas, porém não é órgão-específico, ou seja, não é exclusivo da próstata e nem tampouco exclusivo  do câncer da próstata, podendo estar elevado em outras condições como na Hipertrofia Benigna da Próstata(HBP), nas Prostatites que são infecções da próstata; nas manipulações da próstata como biópsias, cirurgias e exames endoscópico e nos traumas ou infartos prostáticos.
Desta forma vemos que o PSA como exame único para a detecção de um câncer da próstata não é confiável devido aos inúmeros  fatores que podem interferir em seu resultado. Além do mais, existem as variações do PSA de acordo com a idade do paciente, podendo variar dentro dos limites considerados normais, entre 2,5 a 6,5 ng/ml, em homens entre 40 a 70 anos!
Da mesma forma que o peso da próstata e seu tamanho podem determinar elevação dos valores do PSA, onde próstatas maiores produzem maior quantidade de PSA sem significar câncer!
Uma Prostatite aguda bacteriana pode elevar de maneira significativa, mais que no caso de um câncer de próstata, os valores deste marcador, e da mesma forma,
existem pacientes com valores baixos de PSA(<4.0 ng/ml) que podem ser portadores de uma doença maligna da próstata ainda não diagnosticada.
Vendo este quadro das possíveis variações nos valores do PSA, passamos a entender que o exame do toque retal da próstata é o método mais confiável no diagnóstico precoce desta doença, e pelo qual, o médico pode sentir pelo tato, o tamanho, a consistência, os limites e a superfície da próstata, como também determinar a presença ou não de nódulos endurecidos e suspeitos de um câncer ali alojado.
O PSA é um grande aliado na detecção e acompanhamento das doenças prostáticas mas de maneira alguma substitui o exame digital da próstata, ficando sua aplicação como complementar ao raciocínio médico, e suas variações devem ser analisadas em conjunto com as demais informações e associadas sempre ao exame clínico cuidadoso!