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20% das brasileiras não vão ao ginecologista com regularidade Falta de informação pode ser responsável pelo número de mulheres que não buscam atendimento ginecológico com frequência

Aproximadamente 20% das brasileiras acima dos 16 anos não vão ao ginecologista com regularidade. O dado faz parte da pesquisa “Expectativa da mulher brasileira sobre sua vida sexual e reprodutiva: as relações dos ginecologistas e obstetras com suas pacientes”, encomendada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A pesquisa, conduzida pelo Instituto Datafolha, foi realizada entre 5 e 12 de novembro de 2018. Foram entrevistadas 1 089 mulheres de 16 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, em 129 municípios de todas as regiões do país.

O estudo mostra que a maior parte das brasileiras (76%) buscou o ginecologista no último ano. Dentre elas, seis em cada dez foram atendidas no Sistema Único de Saúde(SUS). Esse hábito é mais comum entre as moradoras de regiões metropolitanas da região Sudeste e cresce conforme aumentam a escolaridade e o poder aquisitivo.

Resultado de imagem para mulher no ginecologista

Em contra partida,  20% não comparecem aos consultórios com frequência. Aqui se encaixam entrevistadas que nunca agendaram uma conversa com o ginecologista e outras tantas que só fizeram isso uma vez ou outra. Além disso, 4% não se lembram se foram ou não ao especialista.

Essas mulheres correm riscos desnecessários. A situação preocupa especialmente se você considerar que os ginecologistas muitas vezes acabam cuidando da saúde feminina em geral – e não só do aparelho reprodutor.

Por que essas mulheres não visitam o ginecologista?

As principais razões são: considerar-se saudável (31% das respostas) – mesmo sem ter passado por qualquer avaliação – e não achar importante ou necessário (22%).

Primeira visita ao consultório

O levantamento indica que a idade média da primeira conversa com o ginecologista é aos 20 anos de idade. Dessa forma acaba-se perdendo a possibilidade de oferecer a vacina gratuita contra o HPV e várias outras que fazem diferença para o envelhecimento saudável. A demora em visitar o médico pode influenciar também os números de gestações não planejadas.

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As principais razões para a primeira ida ao consultório são gravidez (ou a suspeita dela) e a necessidade de esclarecer um problema ginecológico. A gestação precoce é especialmente recorrente entre as brasileiras com baixa escolaridade.

Essas não deveriam ser as razões da primeira consulta. Falta, da parte dos reguladores, médicos e educadores, informar que isso deve acontecer no início do período menstruação ou até antes. Uma consulta no comecinho da puberdade dá inclusive uma noção de como deve ocorrer a menstruação. A menina ainda vai receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual e métodos contraceptivos.